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TFVS: a Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária na prática

Cada protocolo na ANVISA tem custo. Pagar errado, com código errado ou no valor errado é uma das causas mais comuns de exigência — e o tempo perdido vale mais que o valor da taxa.

O que é a TFVS

A Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária (TFVS) é o tributo cobrado pela ANVISA para custear suas atividades. Ela está prevista na Lei 9.782/99 e tem valores atualizados periodicamente.

A TFVS é devida em diversos atos: registro, notificação, alteração, renovação, certificação, inspeção, importação, entre outros.

Estrutura por porte da empresa

A ANVISA classifica empresas por porte baseado em receita bruta anual:

  • Microempresa (ME): até R$ 360 mil/ano
  • Empresa de pequeno porte (EPP): até R$ 4,8 milhões/ano
  • Empresa de médio porte: até R$ 50 milhões/ano (faixas variam)
  • Empresa de grande porte: acima das faixas

A TFVS é proporcional ao porte — empresa pequena paga menos que empresa grande pelo mesmo serviço.

Atualize o porte

Empresa que cresceu e continua declarada como ME paga TFVS errada. ANVISA cruza com Receita Federal e pode autuar por sonegação de taxa. Atualize antes do problema aparecer.

Códigos de petição

Cada ato tem código de petição (TP) próprio. Exemplos:

  • TP 8042: notificação de cosmético Grau 1
  • TP 8043: registro de cosmético Grau 2
  • TP 8050: alteração pós-registro
  • TP 8060: renovação
  • TP 8030: inspeção sanitária

Sem o código correto, o pagamento não vincula à petição.

Como pagar

  1. Gerar GRU (Guia de Recolhimento da União) no portal da ANVISA.
  2. Selecionar código TP correto + porte da empresa.
  3. Pagar no banco autorizado dentro do prazo.
  4. Anexar o comprovante ao protocolo no SOLICITA.

Restituição

Pagou errado? Pagou em duplicidade? Existe procedimento formal de restituição — mas envolve processo administrativo e prazo. Mais barato conferir antes de pagar.

Impacto no planejamento

Para empresas com portfólio grande de produtos, a soma das TFVS anuais (notificações, renovações, alterações) é relevante. Vale mapear o ciclo regulatório dos produtos e planejar:

  • Quais renovações caem no mesmo ano
  • Quais alterações podem ser agrupadas
  • Quais movimentos exigem reclassificação de porte

Planejamento bem feito reduz tanto o custo direto quanto o risco de exigência por taxa.