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Rotulagem de alimentos 2025/2026: o que sua empresa precisa adequar

A rotulagem frontal de alimentos é uma das mudanças mais visíveis da última década no varejo brasileiro — e quem está em desacordo perde espaço de prateleira.

O que é a rotulagem frontal

A RDC 429/2020 e a IN 75/2020 estabeleceram as regras para a rotulagem nutricional frontal — o famoso "selo de lupa" que indica alto teor de:

  • Açúcares adicionados
  • Gorduras saturadas
  • Sódio

A lupa é obrigatória sempre que o alimento ultrapassa os limites definidos. Isolar o consumidor da decisão "técnica" foi a aposta da ANVISA — quem vê a lupa sabe imediatamente que aquele produto exige moderação.

O que mais mudou

Além da lupa, a regulamentação atualizou:

  • Tabela de informação nutricional — novo layout, com porção declarada e por 100g/mL.
  • Lista de ingredientes — ordem decrescente, com aditivos identificados.
  • Alegações nutricionais — só permitidas quando o produto atende a critérios técnicos.
  • Alergênicos — destaque obrigatório quando presentes.
  • Lactose — declaração quando aplicável.
  • "Contém glúten" / "Não contém glúten" — destaque visível.

Quem precisa se preocupar

Praticamente toda a indústria alimentícia — fabricantes nacionais, importadores, marcas próprias e franquias de food service que vendem produtos embalados.

Os microempreendedores individuais e pequenos produtores têm regras específicas — mas isso não significa isenção.

Marketplace e e-commerce

Vender alimento embalado online sem rotulagem conforme é tão irregular quanto no varejo físico. Plataformas têm intensificado a moderação para evitar responsabilidade solidária.

Fiscalização e penalidades

A fiscalização é feita pelas Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, com suporte da ANVISA. Penalidades incluem:

  • Advertência
  • Multa sanitária
  • Apreensão dos produtos
  • Suspensão da comercialização
  • Cancelamento da licença sanitária

Como adequar

  1. Auditoria de todos os SKUs — comparar rótulo atual com a norma vigente.
  2. Análise nutricional laboratorial — para gerar dados confiáveis.
  3. Redesenho dos rótulos — adaptar layout, lupa, tabela, alegações.
  4. Validação técnica antes da impressão.
  5. Plano de troca de estoque — substituição gradual nas prateleiras.

Quem tratou rotulagem como obrigação de design — e não como obrigação técnica — costuma ter problemas. O melhor caminho é envolver consultoria regulatória antes de fechar o brief com a agência criativa.